Conversão de vídeos VHS para DVD
A fita de vídeo pode ser limpa, mas há limites. De 5 a 15
anos, dependendo da qualidade da fita e do local onde ficou guardada, pode
ocorrer perda total das imagens gravadas. Isso quer dizer que o seu casamento,
aniversário, formatura, passeio ou festa que foi guardada para ser
revivida na posteridade não poderá ser mais vista por ninguém.
Com o tempo as cores não são mais as mesmas, o som perde a
qualidade e a execução fica pesada.
A umidade do local onde são guardadas suas fitas de vídeo
pode propiciar o aparecimento de mofo. Semelhante ao guarda-roupa, onde
cresce o mofo no inverno, a fita de vídeo é composta de material
favorável à cultura de microorganismos.
Fitas de VHS, S-VHS, DV e Video8 são todas feitas do mesmo material:
plástico e óxido de ferro. Como o óxido de ferro é
uma partícula sólida e como o processo de leitura envolve
atrito, a cada execução ocorre perda de material. Quando a
perda é muita, a qualidade da imagem e som ficam comprometidos. A
fita torna-se áspera e pode até mesmo prender-se no cabeçote,
estragando-se irremediavelmente. Com o tempo, o óxido de ferro começa
a se desprender da fita e a deixar resíduos no cabeçote, estragando
outras fitas, num círculo vicioso de deterioração.
A perda de material da fita de vídeo e a presença de microorganismos
em sua superfície exigem dos consumidores em geral a digitalização
de suas preciosas imagens, sob o risco de perda total de suas lembranças.
Imagens gravadas na década de 60 ou 70 dificilmente apresentam hoje
qualidade satisfatória. O mesmo acontecerá com imagens gravadas
hoje em fitas VHS, assistidas daqui a 20 ou 30 anos.
“Preservar o presente é ter no futuro um meio de conhecer o
passado”